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Programação Especial: Cineclube da Morte

07/08 A 12/12

A partir de 08 de agosto, uma vez por mês, a Morte norteia
a escolha de filmes e o papo pós-sessão

Fora do Brasil estão virando hábito os “death cafés” e “death over dinners”, encontros nos quais se conversa abertamente sobre a morte e como se deseja ser cuidado nos momentos finais.

A partir de agosto, o Caixa Belas Artes, em parceria com a maior especialista brasileira no assunto, Dra. Ana Claudia Arantes, promove o Cineclube da Morte.

Também participa dos debates após os filmes o consultor Tom Almeida, que utilizou sua experiência com conversas sinceras, escuta verdadeira, sem julgamento para auxiliar seu primo a morrer. As sessões serão realizadas sempre às terças-feiras, uma vez por mês, às 19h30.

“A morte é um ótimo pretexto para se falar sobre a vida. Responder a perguntas sobre como queremos morrer, nos leva a pensar e agir sobre como estamos vivendo”, explica Ana Claudia Arantes, médica geriatra e formada em Cuidados Paliativos.

Confira abaixo a programação do Cineclube da Morte até dezembro.


Programação:

08.08 (Terça-feira) – A Partida, de Yojiro Takita (2008)

O filme que abre a série foi escolhido por tratar diretamente do respeito à morte. “Trata-se de um olhar muito delicado para a morte e traz o aspecto cultural da morte entre os japoneses, que acreditam o quanto é é importante honrar a história da pessoa e que o corpo seja fiel ao que ele foi em vida”, explica Dra. Ana Claudia. “A relação do curador com o doente transforma o curador. Foi o que aconteceu comigo”, afirma Tom Almeida.

12.09 (Terça-feira) – Invasões Bárbaras, de Denys Arcand  (2003)

Esse é um clássico do assunto que nos leva direto às relações familiares e as oportunidades de resolver pendências e deixar o amor brotar. “É uma bênção proporcionar um bom final de vida para o outro. Aprender a ler nas entrelinhas”, afirma Tom Almeida. Apesar dos conflitos entre pai e filho, é uma relação intensa de parceria e confiança.

03.10 (Terça-feira) – Mar adentro, de Alejandro Amenábar (2004)

O respeito ao ponto de vista do paciente é assunto central deste filme. Refletir sobre a eutanásia e o suicídio assistido. “No pacote da negação da morte em boa parte da cultura ocidental pode também estar contido o desrespeito a escolhas do paciente, em prol da manutenção de uma vida que talvez não se deseje mais”, reflete Dra. Ana Claudia.

07.11 (Terça-feira) – O quarto filho, de Nanni Moretti (2001)

A dor de quem fica é o tema deste longa-metragem. “Embora todos nós saibamos que vamos morrer, a morte de um entende querido pode ser muito dolorosa, especialmente quando a “lógica etária” é invertida, ou seja, o filho morre antes dos pais”, diz Almeida. “Como aceitar a morte?”, é a pergunta que o filme nos convida a responder.

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12.12 (Terça-feira) – Truman, de Cesc Gay (2016) 

“Adoramos este longa por se tratar de escolhas”, afirma a dupla de debatedores. “Ainda é um tabu alguém escolher pela qualidade de vida em detrimento a um tratamento doloroso, que talvez pode prolongar a vida, porém com limitações maiores do que o paciente quer aceitar”, diz Tom. A consciência da morte pode ser enxergada como um privilégio do paciente, que pode escolher ao lado de quem quer estar, quem quer poupar. “O filme é muito atual e nos leva a pensar nos tratamentos de oncologia atuais”, afirma Dra. Ana Claudia.